quarta-feira, março 31, 2004

Silêncio insuportável

Pediram para colocar textos curtos, mas um texto precisa do tamanho que ele precisa para dizer o que tem que dizer, como afirmava o meu professor Paulo Guedes. Quem estiver a fim, leia os trechos que selecionei.

CARTA CAPITAL
O silêncio dos influenciáveis
Gilson Caroni Filho - Professor titular das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA)

Como reagiria a opinião pública de uma nação soberana se tomasse conhecimento, por meio de conceituada publicação jornalística, que sua Polícia Federal foi comprada por serviços de inteligência de um país estrangeiro? Que as instituições republicanas são inteiramente controladas por redes de espionagem, e setores expressivos da imprensa local cooptados para produzir uma imagem favorável aos interesses da potência controladora? Seria impossível conter o terremoto político advindo de tais revelações, salvo se um isolamento acústico fosse imediatamente construído por aqueles que elaboram a agenda da opinião pública. E é nesse ponto, no silêncio consensual do complexo midiático, que reside a atualidade deste pequeno artigo.

Reportagem de capa da edição de CartaCapital, com data de 19/3/2004 ,traz à tona um personagem que poderia ter saído das páginas de qualquer romance de John Le Carré. Versão tão patética quanto real do "espião que sabia demais", o português naturalizado americano Carlos Costa chefiou o FBI no Brasil de 1999 a outubro de 2003.

(...)
A título de exemplo, por que a denúncia da revista dirigida por Mino Carta não provoca a mesma comoção que o destempero do ministro José Dirceu em entrevista ao jornalista Merval Pereira, de O Globo?

Desde sua publicação, o espaço concedido à reportagem de Bob Fernandes foi praticamente inexistente. Uma ou outra nota, até o abafamento total. Qual será o motivo do silêncio reinante nas redações dos principais jornais e revistas do eixo Rio-São Paulo quando o assunto é a ingerência imperialista na política brasileira?

(...)
Talvez o desdobramento mais importante da matéria de capa da revista CartaCapital (19/3/2004) seja a ausência de desdobramentos. O silêncio gritante do resto da mídia realça ainda mais as palavras do agente Carlos Costa, quando define a ação dos serviços secretos sobre os seus diletos profissionais de redação: "Influenciar é mudar o pensamento contrário aos nossos interesses".

Talvez isso nos ajude a entender o arrazoado de certos colunistas em defesa da Alca, talvez compreendamos com mais facilidade os princípios que norteiam articulistas zelosos na defesa da política externa americana. Quem sabe esteja desnudada a política editorial de várias publicações.

Alguém pode retrucar que a argumentação desenvolvida no parágrafo acima é simplificadora. Certamente. Mas, enquanto os "influenciáveis" não romperem seu pacto de silêncio, qualquer teoria conspiratória terá relevância analítica. Ou repetindo a sabedoria do senso comum: "Quem cala, consente". Just do it.

segunda-feira, março 29, 2004

churras do DG


você lembram disso??? hehehe

sexta-feira, março 26, 2004

Arquivo X no Brasil?!?!?!?!

Inacreditável o que o tal Carlos Costa, ex-diretor do FBI, contou na última Carta Capital. E eu achava que esse papo sobre o Big Brother (não o da Globo...) era tudo invenção, paranóia de esquerdista da Democracia Socialista e do PSTU...
Os caras (leia-se FBI, CIA, DEA, etc...) simplesmente compram (ok, o termo é "influenciam") jornalistas brasileiros para falar bem dos Estados Unidos! E compram também a Polícia Federal!
E fazem isso dentro do Brasil, no que deveria ser território nacional da República Federativa do Brasil (mas tá mais pra anexo II do United States of America).
Isso tinha que ser manchete em todos os jornais! Matéria especial no JN! Mas, para variar, a repercussão foi bem pequena. Adivinhem por quê?
De cravar.

sexta-feira, março 19, 2004

Mais do mesmo...

Gurias, está é pra vocês curtirem no findi! Ô Cáren, tu aí do Rio também pode acessar.

Brad em plena luta.

Onde está a guerra mesmo?

Bom, apenas uma palhinha pra quem ficou curioso (na verdade, só as meninas devem ter ficado... ;))) )
Brad troiano

Pois é...

Mas não sei não. A cada dia me convenço mesmo é que tem pouquíssima gente com dinheiro demais e muita gente com dinheiro de menos.
Um flanelinha meu amigo (mulheres acostumadas a estacionar na rua sabem do que estou falando...) veio me pedir pra completar "3 real" pra ele comprar um remédio porque senão não tinha como voltar pra casa. Ia gastar o dinheiro da passagem. O lance é que o cara ficou com tanta vergonha que faz uma semana que estaciono no mesmo lugar, ele ajuda a manobrar e tal e não pede o troco!
Por isso eu digo: fiquem amigas dos flanelinhas de fé - aqueles que estão sempre no mesmo ponto.

quinta-feira, março 18, 2004

uh-lá-lá

Ninguém lembrou dele, que é nosso muso-mor.
Em homenagem às bacanas, uma lembrança do espetáculo.

terça-feira, março 16, 2004

Não fosse trágico, até seria uma piada

CONVERSA ENTRE PAI E FILHO, ANTES DE ADORMECER, NUMA CIDADE NORTE-AMERICANA

Filho: -Pai, porque é que tivemos que atacar o Iraque?
Pai: -Porque eles tinham armas de destruição em massa, filho.

F: Mas os inspetores não encontraram nenhuma arma de destruição em massa.
P: Isso é porque os iraquianos as esconderam.

F: E porque é que nós invadimos o Iraque?
P: Bom, as invasões funcionam sempre melhor que as inspeções.

F: Mas depois de os termos invadido, ainda não encontramos nenhuma arma...
P: Isso é porque as armas estão muito bem escondidas. Mas haveremos de
encontrar alguma coisa, provavelmente antes mesmo das próximas eleições.

F: Para que é que o Iraque queria todas aquelas armas de destruição em
massa?
P: Para as usar numa guerra, claro.

F: Estou confuso. Se eles tinham todas essas armas e planejavam usá-las
numa guerra, então porque é que não usaram nenhuma quando os atacamos?
P: Bem, obviamente não queriam que ninguém soubesse que eles tinham
aquelas armas, por isso eles escolheram morrer aos milhares em vez de se
defenderem.

F: Isso não faz sentido. Porque é que eles haveriam de escolher morrer se tinham todas aquelas armas poderosas para lutar contra nós?
P: É uma cultura diferente. Não é necessário fazer sentido.

F: Pai, não sei o que é que você acha, mas não me parece que eles tivessem quaisquer daquelas armas que o nosso governo dizia que eles tinham.
P: Bem, não interessa se eles tinham ou não aquelas armas. De qualquer
modo nós tínhamos outra boa razão para os invadir.
F: E qual era?
P: Mesmo que o Iraque não tivesse armas de destruição em massa, Saddam
Hussein era um cruel ditador, o que é outra boa razão para invadir um país.

F: Porquê? O que é que um ditador cruel faz para que seja correto invadir o seu país?
P: Bom, pelo menos uma coisa, ele torturava o seu próprio povo.

F: Assim como fazem na China?
P: Não compare a China com o Iraque. A China é um bom parceiro econômico,
onde milhões de pessoas trabalham por salários de miséria, em condições
miseráveis, para tornar as empresas norte-americanas mais ricas.

F: Então, se um país deixa que o seu povo seja explorado para o lucro das empresas americanas, é um bom país, mesmo se esse país tortura o povo?
P: Certo.

F: Porque é que o povo no Iraque era torturado?
P: Por crimes políticos, principalmente, como criticar o governo. As pessoas que criticavam o governo no Iraque eram presas e torturadas.

F: Não é isso o que também acontece na China?
P: Já disse, a China é diferente.

F: Qual é a diferença entre a China e o Iraque?
P: Bom, ao menos por uma coisa: o Iraque era governado pelo partido Baas
enquanto que a China é comunista.

F: Você não tinha dito uma vez que os comunistas eram maus?
P: Não, só os comunistas cubanos são maus.

F: Porque é que os comunistas cubanos são maus?
P: Porque as pessoas que criticam o governo em Cuba são presas e torturadas.

F: Como no Iraque?
P: Exatamente.

F: E como na China, também?
P: Já disse, a China é um bom parceiro econômico. Cuba, por outro lado,
não é.

F: Porque é que Cuba não é um bom parceiro econômico?
P: No início dos anos 60, o nosso governo fez umas leis tornando ilegal o comércio com Cuba até que eles deixassem de ser comunistas e começassem a
ser capitalistas como nós.

F: Mas se nós acabássemos com essas leis, abríssemos o comércio com Cuba, e começássemos a fazer negócios com eles, isso não ajudaria os cubanos a tornarem-se capitalistas?
P: Não se faça de esperto!

F: Eu acho que não sou.
P: Bom, de qualquer modo, também não há liberdade de religião em Cuba.

F: Assim como na China?
P: Já disse, deixa de falar mal da China. De qualquer maneira, Saddam Hussein chegou ao poder através de um golpe militar, por isso ele não era realmente um líder legítimo.

F: O que é um golpe militar?
P: É quando um general toma o poder pela força, em vez de eleições livres como nós temos nos Estados Unidos.

F: O líder do Paquistão não chegou ao poder através de um golpe militar?
P: Aah, sim, foi; mas o Paquistão é nosso amigo.

F: Como é que o Paquistão é nosso amigo se o seu líder é ilegítimo?
P: Eu nunca disse que o general Pervez Musharraf era ilegítimo.

F: Mas você acabou de dizer que um general que chega ao poder pela força,
derrubando o governo legítimo de uma nação, é um líder ilegítimo!
P: Só Saddam Hussein. Pervez Musharraf é nosso amigo, porque ele nos
ajudou a invadir o Afeganistão.

F: E porque é que nós invadimos o Afeganistão?
P: Por causa do que eles nos fizeram no 11 de setembro.

F: O que é que o Afeganistão nos fez no 11 de setembro?
P: Bem, em 11 de Setembro de 2001, dezenove homens, quinze dos quais da
Arábia Saudita, desviara m quatro aviões e lançaram três contra edifícios,
matando mais de 3.000 norte-americanos.

F: E onde é que o Afeganistão entra nisso tudo?
P: O Afeganistão foi onde esses homens maus foram treinados, sob o
regime opressivo dos Talibãs.

F: Os Talibãs não são aqueles maus radicais islâmicos que cortam as cabeças e as mãos das pessoas?
P: Sim, são esses. Não só cortavam as cabeças e as mãos das pessoas,como também oprimiam as mulheres.

F: Mas o governo Bush não deu aos Talibãs mais de USD 40.000.000,00 em
maio de 2001?
P: Sim, mas esse dinheiro foi uma recompensa porque eles fizeram um bom
trabalho na luta contra as drogas.

F: Na luta contra as drogas?
P: Sim, os Talibãs ajudaram a impedir as pessoas de cultivarem papoulas de ópio.

F: Como é que eles fizeram tão bom trabalho?
P: É simples. Se as pessoas fossem apanhadas cultivando papoulas de ópio, os Talibãs cortavam-lhes as mãos e as cabeças.

F: Então, quando os Talibãs cortavam as cabeças e as mãos das pessoas
que cultivavam flores, isso estava certo, mas não se eles cortavam as cabeças e as mãos por outras razões?

P: Bom, nós achamos que é certo os radicais fundamentalistas islâmicos
cortarem as mãos das pessoas por cultivarem flores, mas achamos cruel que eles cortem as mãos das pessoas por roubarem pão.

F: Mas na Arábia Saudita eles também não cortam as mãos e as cabeças das
pessoas?
P: Isso é diferente. O Afeganistão era governado por um patriarcado
tirânico que oprimia as mulheres e as obrigava a usar burqas sempre que elas estivessem em público, e as que não cumprissem tal ordem eram condenadas à morte por apedrejamento.

F: Mas as mulheres na Arábia Saudita não têm também que usar burqas em
público?
P: Não, as mulheres sauditas simplesmente usam uma vestimenta islâmica
tradicional.

F: Qual é a diferença?
P: A vestimenta islâmica tradicional usada pelas mulheres sauditas é uma
roupa modesta, mas em moda, que cobre todo o corpo da mulher,exceto os
olhos e os dedos. A burqa das afegãs, por outro lado, é um instrumento maligno da opressão patriarcal que cobre todo o corpo da mulher, exceto os olhos e os dedos.

F: Parece-me a mesma coisa com um nome diferente.
P: Você não vai querer comparar o Afeganistão com a Arábia Saudita. Os
sauditas são nossos amigos.

F: Mas você não disse que 15 dos 19 piratas do ar do 11 de setembro eram
da Arábia Saudita?
P: Sim, mas foram treinados no Afeganistão.

F: Quem é que os treinou?
P: Um homem chamado Osama Bin Laden.

F: Ele era do Afeganistão?
P: Aah, não, ele era também da Arábia Saudita. Mas era um homem mau,um
homem muito mau.

F: Se bem me lembro, ele já tinha sido nosso amigo.
P: Só quando nós o ajudamos e aos mujahadin a repelir a invasão soviética do Afeganistão, nos anos 80.

F: Quem são os soviéticos? Não eram do Império do Mal, comunista, que
Ronald Reagan falava?
P: Já não há soviéticos. A União Soviética acabou por volta de 1990, e agora eles têm eleições e capitalismo como nós. Agora os chamamos de russos.

F: Então os soviéticos, quero dizer, os russos, agora são nossos amigos?
P: Mais ou menos. Eles foram nossos amigos durante uns anos, quando
deixaram de ser soviéticos, mas depois decidiram não nos apoiar na invasão do Iraque, por isso agora estamos aborrecidos com eles. Também estamos aborrecidos com os franceses e com os alemães porque eles também não nos ajudaram a invadir o Iraque.

F: O Iraque não foi um dos nossos amigos nos anos 80?
P: Sim, durante algum tempo.

F: Saddam Hussein não era então o líder do Iraque?
P: Sim, mas nessa altura ele estava em guerra contra o Irã, o que fazia dele nosso amigo.

F: Porque é que isso fez dele nosso amigo?
P: Porque naquela altura o Irã era nosso inimigo.

F: Isso não foi quando ele lançou gás contra os curdos?
P: Sim, mas como ele estava em guerra contra o Irã, nós fazíamos de conta que não víamos, para lhe mostrar que éramos seus amigos.

F: Então, quem lutar contra um dos nossos inimigos torna-se automaticamente nosso amigo?
P: A maior parte das vezes sim.

F: E quando alguém luta contra um dos nossos amigos torna-se automaticamente nosso inimigo?
P: Às vezes isso é verdade. Porém, se as empresas americanas puderem
lucrar vendendo armas para ambos os lados, ao mesmo tempo, tanto melhor.

F: Porquê?
P: Porque a guerra é boa para a economia, o que significa que a guerra é boa para a América. Além disso, já que Deus está do lado da América, quem se opõe à guerra é um ateu, anti-americano, comunista. Percebes agora porque é que atacamos o Iraque?

F: Acho que sim. Nós atacamos porque era a vontade de Deus, certo?
P: Sim.

F: Mas como é que nós sabíamos que Deus queria que atacássemos o Iraque?
P: Bem, Deus fala pessoalmente com George W. Bush e lhe diz o que fazer.

F: Então, basicamente, você está dizendo que atacamos o Iraque porque
George W. Bush ouve vozes na cabeça?
P: Isso mesmo! Finalmente você percebeu como o mundo funciona. Agora
fecha os olhos e dorme.

uh!

Já que a Lis colocou uma foto inspiradora ali embaixo, demonstro agora o que pra mim é um olhar cafa e - uh! - extremamente sedutor. Benicio del Toro é o homem mais charmoso do cinema norte-americano. Sem comparações.

segunda-feira, março 15, 2004

Maçãs - Filosofia na segunda-feira

Já dizia Machado de Assis:

"As Melhores Mulheres Pertencem Aos Homens Mais Atrevidos "

Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo.. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.
(Machado de Assis )

domingo, março 14, 2004

ele prefere a Brahma


E esse bafafá do Zeca Pagodinho, heim?? Isso é muito engraçado, pensar que o cara foi convencido a fazer o comercial não por dinheiro, mas porque ele a-do-ra Brahma e tava tendo que beber sua cerveja favorita às escondidas... Hehehe. Acho brabo. Pode não ter rolado dinheiro, mas um carregamento mensal vitalício de cerveja, ah, sim, isso deve ter rolado...

sexta-feira, março 12, 2004

terror

Das fotos que vi até agora sobre o atentado em Madri, essa foi a que mais me chocou. Saiu na Folha de São Paulo.

pra descontrair

Tá, essa é pra descontrair. Como é muito boa, e mostra a desconfiança masculina mesmo enquanto nós, mulheres, estamos sendo extremamente sinceras, merecia esse espaço.

A mulher e Deus

Um dia uma dona de casa buscava gravetos para o fogão à lenha, a fim de fazer o
almoço para sua família. Quando cortava o galho de uma árvore já tombada do lado de um rio, seu machado caiu na água. A mulher suplicou a Deus, que lhe apareceu e perguntou:
- Por que você está chorando?.
A mulher respondeu que seu machado havia caído no rio. E Deus entrou no rio. De lá, tirou um machado de ouro e perguntou:
- É este seu machado?
A nobre mulher respondeu:
- Não, Deus, não é esse.
Deus entrou novamente no rio e desta vez tirou um machado de prata:
– E este, é seu?
- Também não – respondeu a dona de casa.
Deus voltou ao rio, tirou um machado de madeira e perguntou:
- É este teu machado?
– Sim – respondeu a nobilíssima mulher.
Deus estava contente com a sinceridade da mulher e a mandou de volta para casa dando-lhe os 3 machados de presente. Um dia, a mulher e seu amantíssimo
marido estavam passeando nos campos quando ele tropeçou e caiu no rio. A infeliz mulher então, suplicou novamente a Deus, que apareceu e perguntou:
- Mulher, por que você está chorando?
A mulher respondeu que seu esposo havia caído no rio, e imediatamente Deus mergulhou e tirou o Expedito da novela das 8 do rio, e perguntou:
- É este seu marido?
– Sim, sim – respondeu a mulher, e Deus se enfureceu.
– Mulher mentirosa!!! – exclamou. Mas a mulher rapidamente se explicou:
– Deus, me perdoe, foi um mal entendido. Se eu dissesse que não, então o Senhor tiraria Gianecchini do rio, depois se eu dissesse que não era ele, o Senhor tiraria meu marido, e quando eu dissesse 'sim', o Senhor mandaria eu ficar com os 3. Mas eu sou uma humilde mulher e não poderia cometer trigamia... só por isso eu disse 'sim' para o primeiro deles.

E Deus achou justo, e a perdoou.

Moral da história: mulher mente de um jeito que até Deus acredita.

Convocação

Vamos deixar de preguiça, façam o favor!
E não venham com desculpa furada de que todas trabalham taannnnttttooo que nem tempo pra navegar têm... Olhadinha rápida no e-mail todo mundo dá, mas escrever no blog que é bom...
Vou me revoltar e parar de escrever também, tá?

Sobre o horror madrileño de ontem...

Tomei a liberdade de copiar este texto, de uma das mentes mais lúcidas da atualidade, de uma lista que recebo. Aproveitem, porque os questionamentos que traz são realmente importantes.

"Anti-terrorismo"
Ignacio Ramonet revela o surgimento de Estados policiais "modernos" e pergunta: as democracias estarão prestes a cometer suicídio?

Por atingir civis desarmados, o terrorismo constitui uma forma de luta particularmente abjeta. Nenhuma causa, por mais justa que seja, justifica o recurso a este método desprezível. Os atentados de 11 de setembro de 2001, assim como os mais recentes -- em Casablanca, Riad, Istambul, Moscou ou Haifa e Jerusalém -- só podem despertar repugnância e aversão. Assim como o fato de certos governos apelarem, como represália, ao terrorismo de Estado.
Abalados pelos ataques de 11 de setembro, tão violentos quanto inesperados, as autoridades de diversos países apressaram-se a promulgar, em nome do antiterrorismo, leis que definem novos crimes, proíbem certas organizações, limitam as liberdades civis e reduzem as garantias contra as violações dos direitos fundamentais.1

EUA, cemitério de liberdades
Os primeiros a fazê-lo foram os Estados Unidos. Em 26 de outubro de 2001, o Congresso aprovou uma lei denominada oportunisticamente Patriot Act (Provide Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism2. Ela outorga poderes excepcionais à polícia e aos serviços de informação, reduz as prerrogativas dos advogados de defesa e ameaça o habeas corpus, que garante as liberdades individuais. Esta lei autoriza a prisão, deportação e isolamento de suspeitos. As autoridades podem prender e manter detidos indefinidamente os estrangeiros. Suprime-se também a necessidade de autorização judicial para promover interrogatórios, escutas telefônicas ou censura sobre a correspondência e as comunicações por internet.
Em 13 de novembro de 2001, o presidente George W. Bush escorregou um pouco mais para o desvio “securitário”, ao instaurar, por decreto, tribunais militares de exceção para estrangeiros. Criou-se o campo de concentração de Guantánamo. Finalmente, em 5 de janeiro de 2004, entrou em vigor o programa US Visit, que obriga todos os estrangeiros que chegam aos EUA munidos de um visto a submeter seus indicadores direito e esquerdo a um leitor de impressões digitais, e a se deixar fotografar.

No Reino Unido, processos secretos e sem júri
Insólito em tempos de paz, este arsenal de medidas dignas de um Estado autoritário serviu rapidamente de modelo a outros países. A começar pelo Reinou Unido, que não hesitou em violar o artigo 5º da Convenção Européia dos Direitos do Homem3 e em adotar, em 2001, uma lei antiterrorista que permite deter por tempo indefinido, sem julgamento ou mesmo acusação formal, qualquer estrangeiro suspeito de constituir ameaça à segurança nacional.
O ministro do Interior, David Blunkett, quer endurecer ainda mais esta lei – a mais draconiana da Europa – e aplicá-la também aos cidadãos britânicos. Os suspeitos seriam julgados preventivamente, em processos secretos e sem júri. Os magistrados destas varas especiais, e também os advogados, seriam “selecionados” pelos serviços secretos, para facilitar a condenação de suspeitos. Blunkett quer também que os passaportes sejam dotados de chips capazes de armazenar as impressões digitais e de retina.
Neste ambiente orwelliano, o governo francês reforçou o arsenal de segurança, ao adotar primeiro a lei Sarkozi (para a vigilância interna, em fevereiro de 2003); e depois, em 11 de fevereiro último, a lei Perbem 2. Denunciado pelo conjunto das organizações de advogados, esta últimas caracteriza-se pela instauração do inquérito preliminar. A investigação é executada sem que o acusado tenha conhecimento. Os procedimentos são secretos, não permitem contestação e não têm duração definida. Os “suspeitos” podem ser detidos por 96 horas. Permite-se aos policiais servir-se de métodos especiais de investigação, como a escuta de conversas, a infiltração, a vigilância por meio de microfones e câmeras, instalados em locais privados. Pode-se também, na ausência dos suspeitos, realizar invasões de domicílios noturnas.

Em risco, o último perigo
Encorajados pelo exemplo destes governos democráticos, os regimes mais repressivos correram a desencadear sua própria luta “antiterrorista”. Na Colômbia, na Indonésia, na China, em Myamar, no Uzbequistão, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e na República Democrática do Congo, as autoridades qualificam agora quem as critica de “simpatizante do terror”, para esmagar qualquer oposição4.
Tradicionalmente pouco sensíveis à violação dos direitos econômicos, sociais e culturais, as grandes democracias colocavam, até agora, a defesa dos direitos políticos no primeiro plano de suas preocupações. A obsessão antiterrorista vai levá-las a renegar esta garantia fundamental? Ao transformar o estado de exceção em norma e ao erigir a polícia como figura central do sistema, as democracias estarão prestes a cometer, diante dos nossos olhos, suicídio?

Tradução: Antonio Martins

1 Ler o Relatório de 2002 da Anistia Internacional
2 Em português, “Oferecer Instrumentos Apropriados Necessários para Interceptar e Obstruir o Terrorismo”
3 Ler The Economist, Londres, 6/12/03
4 Segundo infome do International Pen, denominado “O antiterrorismo, os escritores e a liberdade de expressão”. Londres, novembro de 2003.

Publicado em Porto Alegre 2003: 12/03/2004

quinta-feira, março 11, 2004

Ciúme e amor

Bem original, vou reproduzir o texto que a Cáren mandou por mail. Aliás, podíamos travar aquelas maravilhosas discussões aqui no blog, e não mais na lista, né?
Como diz a página 3 da ZH, ou melhor, o Luisinho, à propósito....

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no
ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem
é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique
loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus
lotado. Tem algum médico aí ??
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor.Mas não o amor
mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer evitar. O que sobra é o
amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão,
filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de
saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como
qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a
sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de
durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança
em cobrança, ou de machucadas e machucadas, acabamos por sepultar
uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso
de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas
pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que
amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja,
antes de mais nada, respeito.
Respeito ao outro e aos ligados ao outro. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios.
Muita paciência. Amor, só, não basta. Não pode haver competição.
Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não
foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência,
infantilidades.
Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições,
demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar!!!
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que
se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de
silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu,
fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa,
necessariamente, fusão.
E que amar, 'solamente', não basta. Entre homens e mulheres que acham que o
amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que
sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos
para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode
nos bastar, mas ele próprio não se basta."

Texto de Arthur Távola

segunda-feira, março 08, 2004

cousas

cris, nesse blog a moral é escrever sobre os assuntos que nos interessam. e que estão listados ali do lado. e também sobre tudo que se quiser, enfim. é só deixar baixarem os espíritos.

Dia Internacional da Mulher

Então tá.
Inaugurado o espaço internético no Dia Internacional da Mulher. Provavelmente foi alguma conjunção de astros que combinou duas datas tão importantes para a humanidade em geral.
Mas, alguém pode me explicar direitinho uma coisa que eu ainda não entendi bem: afinal, o que é que se escreve num blog?

sexta-feira, março 05, 2004

Está dada a largada!!